A entevista da vez, é uma cantora e guitarrista. A carioca
Bianca Jhordão é guitarrista e vocalista da banda
Leela, e divide atualmente seu tempo também como
apresentadora do programa Nickers, da Nickelodeon.
Confira o papo exclusivo com Bianca.
_Nome, idade, procedência?
Bianca Jhordão, 30 anos, Rio de Janeiro.
_Como começou a se interessar por
música?
Desde pequena estou acostumada com a música em casa. Meus
pais tocam piano e minha mãe também
violão. Eles ouviam música
clássica, francesa e os pais do rock como Little Richard,
Elvis, Jerry Lee Lewis, entre outros. Quando adolescente comecei a
fazer coletâneas em k-7 e, a cada vez mais procurar por
artistas de rock. Aos 16 anos tive um programa
de rádio na Tribuna FM (em Petrópolis, RJ) por 3 anos
e foi quando comecei a trabalhar na cena alternativa de fato. No
“Alternative Mind” eu tocava sons de bandas
praticamente desconhecidas em 1994 como Weezer, Smashing Pumpkins,
Shelter, Sick Of It All, e também as novas bandas cariocas
em ascensão. Depois fiz faculdade
de jornalismo e escrevia num site de notícias sobre
música, quando comecei a freqüentar os showzinhos de
rock que rolavam no Rio. Conheci a Mariana Eva (Madame Mim), e
resolvemos montar o Polux, nossa primeira banda e que ficou na
ativa por 3 anos fazendo shows por todo o
país. Em 2000, com o guitarrista
também do Polux, Rodrigo Brandão, montamos o Leela e
em 2004 lançamos nosso primeiro disco pela EMI. O single
“Te Procuro” tocou bastante nas rádios e fez com
que levássemos o prêmio de Banda
Revelação no VMB 2005, nosso disco concorreu ao
Grammy Latino e fizemos shows com a Avril Lavigne no Brasil. Em
2007 lançamos “Pequenas Caixas”, nosso segundo
disco e agora em 2008 começamos a turnê do novo
disco.
_Quando começou a escrever, ainda era adolescente ou
já integrava o Leela?
Sempre gostei de escrever. Fazia diários, escrevia cartas
enormes para minhas amigas, contos, poesias, mas não
mostrava para ninguém. Era um lance
só meu mesmo. Comecei a compor quando o Polux começou
e, aos poucos descobri a não só pensar no texto como
um todo mas em como as palavras podem trazer melodias e sonoridades
incríveis.
_Como e quando conheceu seus companheiros de banda?
O Rodrigo (guitarrista) eu conheço desde pequena, pois ele
é o primo de uma grande amiga. Nossa
amizade se transformou em namoro e estamos juntos há 12
anos, sendo que 10 dedicados à
música. Ele é meu parceiro musical
desde o início do Polux, em 97 e juntos compomos as
músicas do Leela.
Tchago é o nosso quinto baixista depois da Kátia
Dotto, Melvin, Patrick Laplan e o Christian Kochenborger. Sendo que
o Christian é o irmão do Tchago e foi quem o indicou
para a vaga, já que na época ele estava fazendo shows
com o Jimi James e não estava dando conta das duas
bandas. O Tchago entrou na banda na semana de
gravação o primeiro disco.
PHD está na banda há 5 meses, quando o Luciano
Grossman, deixou a banda após 07 anos. Fizemos ensaios com
16 bateristas diferentes até encontrarmos o PHD, que trouxe
uma pegada mais pesada nos tambores.
_Está sendo legal a experiência como
apresentadora?
Sim, é uma experiência bacana e divertida! Vivenciar o
dia-a-dia da gravação de um programa de TV é
um barato e, aos poucos, percebo sutilezas nunca antes notadas por
mim como posições de câmera,
iluminação, roteiro, figurinos, etc. Eu estou
curtindo e também aprendendo bastante, é um mundo bem
diferente mas de certa forma complementar ao universo musical em
relação a se realizar um show.
_O que curte ler, ver e ouvir?
Curto ler poesias como as de Walt Whitman, Carlos Nejar,
Cecília Meirelles e escritores como Kafka, Inês
Pedrosa e Fausto Fawcett. Adoro assistir filmes de
Buñuel, Woody Allen, David Lynch, Michel Gondry e ouvir Bob
Dylan, PJ Havey, Radiohead, Bloc Party, Husky Rescue, Arctic
Monkeys, Pixies...
_Já teve outros trabalhos antes de ser
música?
Tive programas de rádio na Tribuna FM e também na
Rádio Viva Rio AM (Lado Bia). Escrevi
para revistas como Bizz, Rolling Stone, Gávea, MTV, em sites
de notícias. Fiz assessoria de imprensa para artistas novos,
já trabalhei numa loja de roupas e fui baby-sitter de
pré-adolescentes americanos.
_Qual sua relação com a internet?
Lembro-me de uma estória que rolou bem no começo da
Internet, quando todos ainda usavam conexão via
telefone. O Polux foi tocar num festival e a
designer do flyer nos mandou a arte num tamanho
enorme. Repassamos esse email pesado (a
conexão discada reinava) para toda a nossa mailing e acabou
que travamos a caixa de um monte de gente, fomos super
xingadas!
Mas, depois disso, aprendemos a usar a ferramenta melhor, com mais
freqüência e hoje é praticamente fundamental para
nossas vidas pessoais e profissionais. Também escuto e
conheço todas as novas bandas pela Internet, é o meio
mais rápido e de fácil acesso. Fundamental para se
divulgar uma música nos dias de hoje.
_Obrigado pela conversa.
Valeu pelo espaço, um beijão!
Foto - Egydio Zuanazzi